sexta-feira, 16 de abril de 2010
Ai que vergonha! – Timidez
Ser tímido é um problema enfrentando por um grande número de pessoas. Essas pessoas apresentam um conjunto de atitudes, pensamentos e sensações que resultam em um esquema de comportamento peculiar.
Como característica desse esquema, podemos observar que a pessoa tímida, ao se deparar com situações novas, ela se retrai, “trava” e não consegue fazer nada. Por exemplo: não consegue falar em público ou paquerar.
Apresenta um medo, uma dificuldade em agir (não sabe o que fazer), não consegue conversar com outras pessoas ou até mesmo permanecer no mesmo ambiente. Tem medo de ser rejeitado e também se sente triste e sozinho, não tendo muitos amigos.
Essa pessoa muitas vezes possui um sentimento de impotência, fraqueza, sentimento que não vai conseguir enfrentar a situação que se apresenta. Ela preocupa-se também muito com o que as outras pessoas vão pensar, tem medo do julgamento das outras pessoas em relação a ela.
Também pode ter sensações físicas como o famoso “frio na barriga”, respiração rápida, ofegante, mãos geladas, suor excessivo, rosto vermelho.
A Timidez é uma ansiedade excessiva em enfrentar o novo, principalmente quando é observado por outras pessoas. Porém é interessante ressaltar que a timidez não é uma doença. É um modo de se comportar que incomoda a pessoa, mas que não a IMPOSSIBILITA de realizar a ação (mesmo que com algum sofrimento). Quando essas sensações começam a limitar a pessoa, fazer com que ela vá deixando de fazer as atividades de seu cotidiano por essas sensações, podemos estar não diante da timidez mas sim de alguma doença como a fobia social entre outras.
Quem é tímido deve buscar tratamento visando melhorar a sua segurança nessas situações, reorganizar a auto-estima, desmistificar alguns pensamentos, crenças, que impossibilitam as mudanças de atitude. Não depende só da força de vontade da pessoa, mas a psicoterapia é um grande aliado para vencer a timidez. Quem é tímido não deve “se fechar”, acreditando que ele não vá conseguir mudar (lembre-se de que este é um sentimento característico da timidez). Deve buscar ajuda para conseguir vencer as “barreiras” que ele mesmo está se impondo e assim conseguir viver de modo muito mais alegre e livre, sem tantas angústias, medos e sofrimento.
quarta-feira, 17 de março de 2010
A RAIVA PODE SER POSITIVA
O sentimento de raiva surge a partir de um limite não aceito, de agressões, de ser vitimizado, lesado, de sentir-se impotente diante de alguma situação vivida. É um estado emocional que varia de intensidade (força) desde um aborrecimento leve até episódios de fúria e descontrole total.
Toda vez que vivemos situações que não são da forma como esperamos, que nos frustram ou nos desapontam, podemos desencadear sentimentos de raiva. São situações que SEMPRE irão acontecer na nossa vida. Mas, como agir diante dessas situações sabendo “lidar” com a raiva provocada por ela?
Nesses momentos desagradáveis, incômodos, devemos lembrar que “explodir, engolir ou negar” o sentimento de raiva não resolverá NADA! A RAIVA existe e temos que, num primeiro momento interromper o processo. Como dizem popularmente: “contar até 10”, “respirar” e tentar retornar a um equilíbrio para conseguir ORGANIZAR a situação e saber AGIR diante dela. Somente dessa forma poderemos recuperar a nossa capacidade de enxergar o que REALMENTE está acontecendo e o que TEMOS que fazer diante de tal situação.
A raiva deve ser entendida como um sinal de alerta para PARAR e AGIR de forma correta, organizando e transformando a situação-problema. Sempre podemos aprender algo com a raiva. Quando ela é sentida, significa que a situação é incômoda, que não aceitamos algo. Nossa atitude deve ser consciente para conhecer cada vez mais nossos LIMITES, aquelas “coisas” que a gente aceita ou não, permite ou não, para cada vez mais não nos encontrarmos, repetidamente, nessa mesma condição.
Por exemplo: quando somos vítimas de uma injustiça, devemos pensar o que temos que FAZER para não estarmos mais, num futuro, em situação semelhante. Se falharmos em algo no trabalho, relacionamento amoroso, com a família, devemos lidar com a raiva que sentimos do outro e também de nós mesmos, para melhorarmos aprendendo com o nosso erro ou falta de conhecimento em como ter agido diante do acontecimento.
Se ficarmos cultivando o sentimento de raiva, iremos nos paralisar, destruir, causar doenças, prejudicar a carreira, a vida pessoal etc.
O filósofo Santo Agostinho cita que “a ESPERANÇA tem duas filhas lindas: a INDIGNAÇÃO (raiva) e a CORAGEM. A indignação nos ensina a não aceitar as coisas como estão; e a coragem nos ensina a mudá-las”.
Entendemos então que só agindo dessa forma, ENCARANDO O SENTIMENTO DE RAIVA, conseguiremos não permanecer paralisados na vida. Temos que ter a coragem de modificar as situações, para conseguir ter ESPERANÇA e CRESCIMENTO como pessoa.
QUANDO AS MANIAS SÃO DOENÇAS
Mas como saber o que é uma simples mania ou quando estamos apresentando uma doença?
Vamos esclarecer então o que é primeiramente a mania. A mania são comportamentos simples, muitas vezes até estranhos ou sem sentido para as outras pessoas. Como exemplos, podemos citar o ato de colecionar objetos, preferir dormir em uma determinada posição, escrever com um mesmo tipo de caneta entre muitas outras coisas corriqueiras que PREFERIMOS fazer de um determinado jeito. A mania é PRAZEROSA, sentimos prazer em realizar o ato.
O problema começa quando começamos a PRECISAR fazer determinada coisa para nos sentirmos bem. As manias se tornam doença quando: “se não fizermos de determinado jeito, nós paralisamos ou nos sentimos muito angustiados”.
A doença que se caracteriza nesse momento é o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo). Esse nome, para muitas pessoas é assustador e significa que a pessoa apresenta comportamentos, ações repetitivas como TER que verificar a fechadura das portas varias vezes antes de sair ou dormir, TER que lavar as mãos por medo de estar contaminado, TER que arrumar as roupas sempre de um determinado jeito, TER que contar objetos várias vezes (o que seria a compulsão) e por tornar-se escravo de determinados pensamentos como o medo de se sentir sozinho ou ter que sempre andar de carro ou ônibus pelo medo de voar imaginando que o avião vai cair (o que seria o pensamento obsessivo).
No TOC, precisamos realizar esses comportamentos para nos sentimos aliviados, pois senão a ansiedade ou o medo se tornam praticamente insuportáveis.
Apresento mais alguns exemplos do que seriam comportamentos normais e outros quais já passaram o limite.
• Permanecer na internet 1 ou 2 horas está dentro do normal, mais que isso (fora quem depende dela para o trabalho) já deve ser observado mais atentamente;
• Checar se a casa está fechada antes de sair é normal, ter que fazer isso repetidas vezes para só assim conseguir sair é sinal que algo não está bem;
• Lavar as mãos antes de comer e depois de chegar da rua é normal, ter que lavar várias vezes já, devemos prestar mais atenção neste comportamento;
• Fazer coleções é normal, guardar objetos sem deixar que ninguém jogue fora, como se dependesse deles já é um problema;
O TOC então é: a repetição dos comportamentos sem finalidade nenhuma e a falta do controle dos pensamentos e de tais atos.
A doença tem tratamento com medicamento e psicoterapia. Onde os medicamentos irão diminuir a ansiedade e as angústias sentidas e a psicoterapia irá ajudar a pessoa a desmistificar suas crenças associada aos comportamentos repetitivos, se descondicionar do “vício” dos comportamentos e se LIBERTAR de tais ações onde ela se tornou prisioneira de seus próprios comportamentos e pensamentos.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Você sabe se adaptar?
Adatar-se a uma situação, tanto ela sendo boa ou má, necessita inicialmente com a verificação da realidade em que estamos inseridos. Qual é a realidade que estamos vivemos que está nos trazendo incômodo naquele momento.
Adaptar-se não significa somente “aceitar” as mudanças que estão ocorrendo. Primeiramente, deve-se observar o que esta acontecendo em nossa volta para identificarmos se estas mudanças são positivas ou negativas.
Quando estamos com dificuldades em nos adaptarmos às situações, este fato gera em nós estresse e todas as suas possíveis conseqüências (como doenças físicas, desde dores de estômago, alterações de pressão, dores no corpo e muitas outras conseqüencias).
Quando nos encontramos nessas situações incômodas devemos aprender cada ver mais observar os nossos desejos, nossas necessidades, nossos objetivos e a partir destes termos estarem mais claros, embasados com informações significativas, começarmos avaliar esta questão. Por exemplo: quando não nos estamos mais nos adaptando a certos momentos dos relacionamentos familiares, amorosos, do trabalho, com amigos, devemos PARAR para observar o que realmente nós desjamos daquela situação.
E o que fazer diante de uma siuação destas? Como já disse, em primeiro lugar observar todas as características envolidas no tema, lembrar que, nem sempre, SOMENTE a nossa opnião é a correta, suportar as pressões que acontecem neste momento e também saber lidar com as possíveis frustrações que possamos encontrar nessa situação. Depois de passado esse período turbulendo tudo ficará mais calmo e você poderá entender que, às vezes, suportar determinadas frustrações é benéfico para o nosso crescimento. E, se nessa adapatação o resultado for positivo, fique feliz mas não se esqueça do processo que enfrentou para chegar a esse resultado.
Pense sempre que “tudo que nos acontece serve para estarmos crescendo e aprendendo como seres humanos, com uma vida com menos estresse e infelicidades ”.
Pensamento Egoísta
Quando pensamos em Egoísmo, lembramos imediatamente de uma pessoa que pensa somente nos seus próprios interesses, em conseguir sempre aquilo que é melhor para ela. O pensamento egoísta também é isto, mas não SÓ isto.
O egoísmo realmente passa pelo entendimento de que o nosso pensamento esta voltado para nós mesmos. O problema é que somente identificamos esse jeito de comportar-se no que diz respeito as coisas materiais, a posse de alguma coisa.
Chamamos alguém de egoísta quando ela não consegue dividir nada ou somente pensa nas suas próprias vontades. Por exemplo: “Você tem que se comportar desse jeito que EU estou falando”, “Você não faz nada do jeito que EU falo”, “Nas minhas coisas ninguém mexe”, “Não suporto ter que emprestar nada”.
O egoísmo passa por um conceito em psicologia que é o EGOCENTRISMO.
O Egocentrismo é o jeito de pensar sempre voltado a SI MESMO. Apresentamos a tendência de pensar que as nossas opiniões, os nossos gostos, as nossas escolhas são sempre as melhores – não só para nós mesmos mas para aqueles que estão a nossa volta.
Viver com atitudes egocêntricas nos causa dor, doenças, irritabilidade pois, sempre queremos as coisas do NOSSO jeito. Esquecemos de pensar que as outras pessoas podem querer coisas diferentes, desejar e buscar uma vida diferente daquilo que você acha bom, bonito ou certo.
Devemos aprender a RESPEITAR as vontades e escolhas dos outros. Nem sempre o nosso jeito de pensar é o correto. Muitas vezes o que EU acho que é bom para mim, não é bom para o outro.
Cada um tem a sua personalidade e tem o direito de escolher o que é melhor para ela (e assumir as consequências disso). Isso não significa sair por ai fazendo tudo o que tem vontade pois existem limites e consequências para tudo. Deve-se escutar a opinião de outras pessoas em que confia e chegar as suas próprias conclusões.
É importante saber analisar cada atitude, cada escolha, com o que irá ganhar e perder com aquilo. Toda escolha tem sua consequência e não devemos supor que o outro deve fazer as mesmas escolhas que nós.
A grande questão é aprendermos a nos respeitar, não ultrapassar os nossos limites, não nos maltratar. Assim como respeitar as escolhas do outro e lembrar que julgar uma pessoa é muito complicado pois todos temos qualidades e defeitos, diferentes uns dos outros.
Nem sempre pensamos iguais, mas isto não significa necessariamente que o outro pense errado. E para cada vez mais não sofremos com estas atitudes egocêntricas é nos conscientizar que: NEM TUDO É, OU DEVE SER, DO JEITO QUE QUEREMOS E ACHAMOS QUE É O MELHOR.
Depressão
Para começarmos a falar sobre despressão primeiramente temos que aprender a diferencia-la. O que muitas pessoas chamam de depressão é na verdade um estado de tristeza, de desânimo que acontece quando algo desagradável acontece em nossos vidas: término de um namoro, perda de emprego, luto... Este estado permace por algum tempo e é natural para qualquer ser humano.
A depressão (em termos psicológicos e psiquiátricos) é diagnosticada quando a intensidade e a duração desses sintomas é DESPROPORCIONAL ao fato ocorrido. Esses sintomas são caracterizados como: sentir-se cansado, sem vontade de realizar tarefas básicas (como trabalhar, realizar suas tarefas rotineiras – cuidar da casa, estudar), sono alterado (muito ou pouco sono), incapacidade de sentir prazer, alimentação desrregulada, principalmente a falta de apetite, facilidade em cansar-se e desistir das coisas e dos seus projetos, entre outros, chegando até em pensamentos como falta de vontade de viver ou mesmo vontade de cometer suicídio.
Os sentimentos da depressão são tão complicados de entender, são tão intensos, que muitas vezes só são realmente compreendidos por quem realmente já passou pelo problema.
Os sentimentos de derrota, de incapacidade são tão frequentes que muitas vezes quando quem esta deprimido escuta de outra pessoa que ela “deve ser forte, deve aguentar, que isso passa”, acabam por piorar o quadro. A pessoa se irrita, chorar ou se isola ainda mais por SABER QUE ELA DEVERIA ESTAR ENFRENTANDO MAS ELA NÃO CONSEGUE.
O depressivo sente-se muito culpado por tudo o que acontece de ruim, que nada vale a pena, que não existe “luz no fim do túnel”. Uma sensação de vazio, irritabilidade, dificuldade de se concentrar, choro são comuns. A doença traz consigo uma diminuição da auto-estima da pessoa, chegando ao ponto de não ter vontade, muitas vezes de nem tomar banho.
O tratamento da depressão passa por uma boa avaliação de um profissional para saber identificar o grau e o melhor tratamento para esta pessoa.
Quem esta deprimido, primeiramente deve BUSCAR AJUDA, não só espiritual (como muitas vezes acontece) mas também dos profissionais da saúde. Não que a espiritualidade não ajude, AJUDA E MUITO, mas é necessário o auxílio de profissionais e de medicamentos (medicamentos que ambém devem ser indicados pelos MÉDICOS e não por outras pessoas – o uso de um medicamento errado pode até piorar a situação).
O tratamento se dá quando a pessoa começa a compreender que isso, que estes sentimentos tão fortes são provocados POR UMA DOENÇA e que a melhora não depende só da vontade dele. Que ele não é culpado por estar sentindo tudo isso, tendo esses pensamentos tão negativos. Deve encarar o problema entendendo que isto é uma doença e que como as outras tem tratamento.
Este tratamento passa, na maioria das vezes, por um tratamento conjunto entre médico e psicólogo pois, O MEDICAMENTO É INDISPENSÁVEL PORÉM SOMENTE ELE NÃO VAI CURAR. È necessário o paciente entender todo o processo que desencadeou a depressão, todos os seus sentimentos e pensamentos, suas dores, seus medos. E quem vai ajudá-lo realmente entender tudo o que se passa e se passou com os seus sentimentos para que chegasse ao ponto de desencadear todo este processo depressivo. Não adianta não querer enfrentar esses sentimentos que parecem ser tão monstruosos. FUGIR dos problemas só pioram a situação. Reorganizar todos os sentimentos e a própria rotina de vida são fundamentais para a melhora. É necessário “OLHAR PARA SI MESMO” e entender todo este processo tão complicado que esta acontencendo.
Resiliência
Resiliência é um conceito que está sendo discutido e observado muito no meio profissional. É um conceito emprestado pela física, que se mostra como a capacidade queo material tem de voltar a sua forma após um choque.Importando esse conceito para pensar em psicologia, a resiliência pode ser entendida como a capacidade que a pessoa tem de ser flexível diante dos problemas, enfrentar na hora da crise, as situações difíceis e depois conseguir se reestruturar para continuar evoluindo.
Hoje, essa capacidade é muito valorizada pela área de empresarial. É importante no trabalho devido o funcionário conseguir absorver o impacto dos problemas enfrentados no seu trabalho (problemas internos de convivência, poder, assim como problemas gerados pelo próprio ramo, produto com que se trabalha) e construir algo novo, sendo criativo para que esse problema se torne algo benéfico à empresa.
Ampliando esse conceito, podemos pensar na resiliência no nosso dia-a-dia. Como estamos enfrentando as nossas crises? Estamos sendo flexíveis diante deles? Como estamos enfrentando os problemas de saúde, de trabalho, de convivência familiar, no relacionamento amoroso?
Essa capacidade de superar os problemas enfrentados, dos mais simples aos mais graves, implica em saber observar a realidade, o por quê desse problema, quais são as suas causas e o que este problema está apontando como incômodo, dolorido, errado. A partir dessa observação, pensar o que podemos fazer para sairmos dessa situação com ganhos, com transformações criativas, que acrescente conteúdos na nossa vida. Sempre pensar naquilo que devemos APRENDER com essas situações complicadas.
Não ser flexível, ser RÍGIDO, implica na dificuldade em evoluir, em crescer, em não superar os problemas e isto pode ser gerador de mais e piores problemas para a sua vida.
Nas horas de crise é que devemos parar para analisar tudo o que está envolvido, tudo que não está bem acomodado, nos causando estresse, irritação, angústia, depressão e muitas outras doenças e, a partir disso, com criatividade transformá-lo em algo positivo para a nossa vida.
Temos que pensar que tudo que acontece na vida da gente, por pior que seja, serve como aprendizado para continuarmos evoluindo em busca da felicidade e da paz de espírito. Não devemos nos entregar aos problemas e sim, analisá-los e transformá-los para superarmos essas dificuldades e tornar-nos pessoas cada vez melhores.