quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O que te interessa?

Como funciona o nosso interesse? O que faz interessarmo-nos por uma ou outra coisa? O interesse é uma determinação psíquica ligada a várias instâncias da nossa mente. Inevitavelmente o interesse é ligado ao juízo, sendo assim, aquilo que nos interessa pode trazer benefícios ou causar mal. Também definir o que nos interessa vai delimitar facetas da nossa condição moral. O interesse é diferente da motivação, ele vai além dela. A motivação é a força que nos move. O interesse já envolve uma escolha, o empenho, força de vontade, em função de um objetivo. O interesse é a capacidade que faz as descobertas acontecerem, o mundo evoluir, mas se o interesse não for bem usado, pode nos machucar ou mesmo nos destruir. A curiosidade em responder as questões é que faz e fez as pessoas pensarem e agirem buscando compreender e modificar o mundo conforme aquilo que desejam. Na sua composição, aquilo que nos interessa sempre envolve o valor que damos a uma questão, por que ele está diretamente ligado a função mental do juízo crítico. Para entender como o interesse é despertado nas pessoas, citarei algumas áreas para exemplificar a situação. No caso da educação, vemos e ouvimos muitas discussões entre os professores para despertar o interesse em seus alunos nas matérias e temas apresentados. Nesse âmbito, é mais simples conseguir isso trazendo questões atuais, do cotidiano do aluno, para que a informação transmitida faça sentido para ele. Deste modo é mais fácil ele perceber o valor daquela informação. Em física, química, biologia, os alunos gostam muito das feiras de ciências por conseguirem se envolver com a matéria, testando em experimentos práticos as teorias apresentadas. Na educação de adultos, vemos aulas de português e matemática descrevendo situações do cotidiano dessa pessoa. Vemos o bom exemplo da educação experimental trazendo muitos benefícios por conseguir despertar-lo. O Interesse está ligado ao prazer. O prazer é o motivador que nos fará buscar algo que possa ser satisfatório. Sendo assim, na educação, resolver problemas que “façam sentido na vida do aluno” torna-se prazeroso para ele e o fazer permanecer interessado no tema. Em um espectro psicológico maior, o interesse está totalmente ligado em como formamos nosso caráter. Aquilo que nos interessa pode determinar o limite de sermos uma pessoa ética ou não. Como já disse, nossos interesses estão diretamente ligados aos valores que damos as situações. O interesse individual pode ser positivo quando buscamos melhorias e crescimento sem prejudicar aquele que está a nossa volta. Quando você deseja algo, você deve perceber os limites dessa ação. Buscar algo a qualquer custo, certamente causará mal à outras pessoas. Nas amizades vemos isto de diversas maneiras como: a pessoa se aproxima da outra por gostar dela e desejar a sua amizade. Isto é um interesse positivo; agora se a pessoa se aproxima de alguém para conseguir se aproximar de uma outra pessoa, sem valorizar a primeira, pode simplesmente estar USANDO esta primeira. Quando a pessoa “faz amizade” com outra de fora da cidade só para conseguir ter onde ficar (amigo hotel), quando cria esse vínculo com alguém só por que ela tem carro (amigo táxi) ou por aquele que traz benefícios financeiros (amigo caixa eletrônico) são interesses num aspecto negativo. No interesse individual, devemos buscar temas que nos faça crescer, evoluir dentro de uma ética. O importante é não ultrapassar o limite da outra pessoa, o respeito. Buscar aprender sempre, ter a nossa mente aberta a um mundo que não se limite ao nosso ego. Devemos também aprender a diferenciar o que são questões de interesse particular e interesse público. Quando a pessoa exerce um papel que representa outras pessoas, ela não deve se apegar ao que é interessante pessoalmente mas ao que interessa a maioria dos que ela representa. O bem comum é o valor que deve estar envolvido nas escolhas daquilo que é interessante ao público. Esse conceito do que é público permeia tanto cargos como gerentes, diretores empresariais assim como aqueles que estão envolvidos politicamente. Sempre que represento outras pessoas, o meu desejo, o meu ego não é a primeira instância a ser satisfeita e sim o desejo da maioria / daquilo que represento. Portanto, o interesse é algo que deve ser olhado com muito empenho. Nem tudo que é estimulante e motivador, deve ser transformado em objeto de interesse e assim desenvolvido. Nem tudo o que desejamos nos é permitido realizar. Repense seus interesses e objetivos, veja quais estão fazendo você evoluir como pessoa. Veja se você não está desperdiçando tempo, energia em algo que não tem valor de fato. Não use o interesse à te prejudicar ou prejudicar outras pessoas. Evolua sempre! A psicologia está aqui para nos ajudar! Kely Schettini

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